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sábado, 2 de março de 2013

São Paulo - Junho 2012 - parte #1 (de 4)


Meu passeio por São Paulo em junho de 2012. Um pouquinho de outras áreas, mas lá vou eu para a Av. Paulista de novo...




 Andando pela cidade. Arquitetura urbana de São Paulo


 Árvore = Ipê. 
Depois que eu tirei a foto ficou uma montagem entre a árvore florida e sem folhas (na frente) com a árvore com folhas atrás.

"O ipê é uma árvore do gênero Tabebuia (antes Tecoma), pertencente à família das bignoniáceas, podendo ser encontrada em seu estado nativo por todo o Brasil. Há muitos séculos, o ipê - também chamado de pau-d’arco, no Norte vem sendo apreciado tanto pela excelente qualidade de sua madeira, quanto por seus efeitos ornamentais, decorativos, e até medicinais".  
Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Ipê (árvore). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 02  de março de 2013.
 

 Árvore = Ipê.  
Essa aí está dentro do cemitério da Consolação. Fiquei encantada com a beleza dos Ipês.

"O ipê floresce de julho a setembro e frutifica em setembro e outubro. Sua madeira é bela, de cor castanho-oliva ou castanho-avermelhada, e com veios resinosos mais escuros. (...)   A madeira do ipê é muito valorizada. Por sua resistência, dureza e flexibilidade sempre foi considerada uma madeira-de-lei. Uma outra vantagem que ela possui é a de agüentar bastante a umidade. Desse modo, a sua madeira é utilizada em construções civis e navais (produção de quilhas), em edificação de pontes, na confecção de postes e dormentes, de tacos de assoalho, vigamentos, esteios, bengalas, entre tantos outros. O ipê também é plantado em parques e jardins, servindo para a arborização urbana". 
Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Ipê (árvore). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 02  de março de 2013.
  
É simplesmente estonteante ver a árvore "pelada" com flores tão vibrantes!!!!
Viva!!!! Finalmente consegui uma foto que nos dá a verdadeira sensação da árvore "pelada" cheia de flores apenas! Garanto que é muito bonito.
 
"A árvore do ipê é alta, bem copada e, no período da floração, apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas. Estas dão lugar às flores - amarelas-ouro, brancas ou roxas – que estampam belas manchas coloridas nas paisagens do País. O ipê floresce de julho a setembro e frutifica em setembro e outubro. (...) Após o período da floração, aparecem as folhas digitadas, com 5 a 7 folíolos. No inverno, porém, a árvore se apresenta totalmente despida de folhas e flores" 
Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Ipê (árvore). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 02  de março de 2013.
 
 ... no período da floração ... fica totalmente desprovidada de flohas quedão luagres às flores ... que estampam bleas manchas coloridas nas paisagens do país"
É uma EXCELENTE descrição.
Ipê-roxo ou ipê-rosa (tecoma heptaphylla) – é encontrado desde o Piauí até Minas Gerais, São Paulo e Goiás


"A casca, a entrecasca e a folha do ipê possuem propriedades medicinais, sendo utilizadas no tratamento de amidalites, estomatites, infecções renais, dermatites, varizes e certas doenças dos olhos. Elas são consideradas também como antidiarréicas, antiinflamatórias, antiinfecciosas, antitumorais, febrífugas e cicatrizantes". 
Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Ipê (árvore). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 02  de março de 2013.

"No entanto, nem todos sabem que, dentre o grande universo de plantas nativas do país, o ipê sempre foi considerado a árvore nacional brasileira. No dia 7 de dezembro de 1978, porém, a lei nº 6507 veio declarar que o pau-brasil (caesalpinia echinata) seria a Árvore Nacional e, a flor do ipê, a flor do símbolo nacional. Ela estabeleceu também, além disso, que o dia 3 de maio seria, dali por diante, o Dia do Pau-Brasil". 
Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Ipê (árvore). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 02  de março de 2013.

(foto google)
 Tour pela Av. Paulista - MASP. Exposições: 
1) Modigliani - imagens de uma vida
2) Papéis Estrangeiros: gravuras da coleção MASP. Esta última exposição consiste na seleção com mais de 80 obras de mestres em diferentes técnicas da arte da gravura está em exibição no MASP.

 Tour pela Av. Paulista - MASP 
A exposição MODIGLIANI - IMAGENS DE UMA VIDA apresenta obras de Amedeo Modigliani e de amigos

  “Modigliani, que foi definido ‘o artista sem mestres e sem discípulos’, se destaca no panorama de nomes importantíssimos da história da arte por ter sido fiel à sua visão figurativa da arte, conseguindo chegar a um signo identitário, que é síntese perfeita entre a imagem e o sentimento que isso suscita em transferir a alma dos sujeitos, e não apenas as fisionomias deles” (Olívio Guedes, curador).

 "Autodidata e dono de um estilo inconfundível, Modigliani teve uma vida intensa, marcada por grandes amores e infortúnios. Morto precocemente em 1920, aos 35 anos, conviveu com os principais nomes da cena artística parisiense de sua época. Ele também se aventurou pelas esculturas e parece que, se pudesse escolher, teria se dedicado às esculturas. Pelo jeito não deu muito certo esse ramos de esculturas".

Max Beckmann (1884 - 1950) (foto google)
Tour pela AV. Paulista - MASP 
Gostei desse cara: Max Beckmann (1884 - 1950). Ele foi um pintor, desenhista, gravurista, escultor e escritor alemão. Embora ele seja classificado como um artista expressionista, ele rejeitou tanto o termo quanto o movimento. 
 
Max Beckmann (1884 - 1950) (foto google)
 Tal como as obras do movimento Nova Objectividade (Neue Sachlichkeit), os seus quadros expressavam uma crítica social à Alemanha do pós-guerra. 

 Max Beckmann (1884 - 1950) - (google's picture)
  “In café, hotel, and beach scenes, Beckmann had proven himself to be a mordant painter of modern life, and some German critics counted him among the artists of the Neue Sachlichkeit (New Objectivity). The universalizing tendency of his moral allegories, however, diverged from the political satire of his colleagues, such as Otto Dix and George Grosz. Beckmann's paintings do not succumb to precise interpretation. In spite of their period detail, they seem to represent a condition rather than a historical moment” (Cornelia Lauf - http://www.guggenheim.org/new-york/collections/collection-online/show-full/piece/?search=Neue%20Sachlichkeit&page=1&f=Movement&cr=1) 

Max Beckmann (1884 - 1950) (foto google)
Nas cenas de café, hotel, praia e, Beckmann tinha provado a si mesmo ser um pintor mordaz da vida moderna, e alguns críticos alemães colocaram-no entre os artistas do Sachlichkeit Neue (Nova Objetividade). A tendência universalizante de suas alegorias morais, no entanto, divergiu da sátira política de seus colegas, como Otto Dix e George Grosz. Pinturas de Beckmann não sucumbem à interpretação precisa. Apesar de terem sido feitas em um período muito específico e detalhado, as pinturas de Beckmann parecem representar uma condição de ser, em vez de um momento histórico. 


 Tour pela Av Paulista. Conjunto Nacional.
Concebido pelo arquiteto David Libeskink e inaugurado em 1958 (época do presidente Juscelino Kubitscheck). Reune residência, escritórios lojas num mesmo espaço.


Tour pela Av Paulista. Conjunto Nacional. 
É enooorrrmmeee!!! O prédio ocupa todo o quarteirão, abre-se para a Av. Paulista, Rua Augusta, a Alameda Santos e Rua Padre João Manoel.

Tour pela Av Paulista. Conjunto Nacional.
Sempre há exposições de arte nos corredores do Conj Nacional. Eu tive a oportunidade de ver 3 exposições, das quais gostei muito de duas.


 Eis a uma das exposições no Conjunto Nacional que eu gostei muito. 
"A ANSA mostra a Itália para o Brasil / LÁNSA mostra I´Talia al Brasile".


"A ANSA mostra a Itália para o Brasil / LÁNSA mostra I´Talia al Brasile". 
Fotos das décadas de 40 - 50 - 60 - 70 - 80 - 90 & 00 mostrando a relação entre Itália e Brasil e fatos/eventos importantes na história Italiana. Para cada década havia um texto sobre o período, o qual foi escrito por um italiano - todos os textos eram bem interesantes.


"A ANSA mostra a Itália para o Brasil / LÁNSA mostra I´Talia al Brasile". 
Década de 50 ---- 1956: Sophia Loren posa para os fotógrafos, durante o 3o Rally do Cinema. Está passando na TV uma refilmagem da série "Gabriela" (baseada no livro de Jorge Amado). Na época da filmagem original a brasileiríssima Sônia Braga era adepta de não raspar as axilas. Pelo fato Sônia Braga não está sozinha. Bom, musas são musas...

 1956 - Sophia Loren posa para os fotógrafos, durante o 3o Rally do Cinema
 
 Tour pela Av Paulista. Conjunto Nacional. 
Livraria Cultura - os vidros dos binóculos são espelhos e estão relfetindo o chão de pedrinhas.


 Eis a outra exposição no Conjunto Nacional que eu gostei muito. 
"Morcegos - você sabia?" (grupo Oka). 
Olha só que coisa porreta: "(...) A questão é quem está certo ou errado e se existe esse parâmetro. Afinal, ver o mundo de outra maneira não pode ser razão de preconceito ou de estranhamento. Ser diferente geralmente traz uma carga de dor e de sofrimento, pois lidar com o outro é um exercício para o qual infelizmente poucos humanos estão preparados. (...)". Essa exposição tinha muito desse jogo de ficar de cabeça par abaixo - fotos, retratos, quadros e frases eram misturados e colocados de 'cabeça para cima' e de 'cabeça para baixo'.
 
 Essa exposição tinha muito desse jogo de ficar de cabeça par abaixo - fotos, retratos, quadros e frases eram misturados e colocados de 'cabeça para cima' e de 'cabeça para baixo'. 

O final do texto do banner fecha com chave de outro a ideia do texto anterior: segue a parte do texto que gostei completa: "Frases sobre intolerância humana e sobre o respeito àquele que nos é incomum ... Ilustrações reproduzidas numa publicação que combate o preconceito contra o morcego, alerta ao perigo de não desenvolvermos a habilidade de ver o mundo de maneira diferente, e registros do processo criativo pontuam a jornada. Afinal, de morcegos todos temos um pouco - e não dá para dizer que os morcegos são os outros!" (Oscar D´Ambrosio).

 Parque Buenos Aires (Higienópolis - SP) - a Praça Buenos Aires foi promovida a Parque

Parque Buenos Aires (Higienópolis - SP) - cachorródromo.
Só podia ser em Higienópolis!! :-)


Ao Vivo Music bar (Moema) - show Acusticuzinho. O show foi bem legal.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Salvador (Bahia) - Dezembro de 2011

Fomos passear na praia de Boa Viagem apenas para apreciar a vista e olha só que agradável surpresa... a igreja estava aberta e cheia de pessoas fazendo a limpeza para a FESTA AO SENHOR BOM JESUS DOS NAVEGANTES, que terá início hoje. Igreja cheia de vassouras, bancos em pé e pessoas cantando e se divertindo. Encantador! 

Um pouco de história 
http://loucosporhistoriadabahia.blogspot.com.br/2011/12/festa-do-bom-jesus-dos-navegantes.html)
Acredita-se que a origem remonte ao século XVIII, nesta época de intenso comércio com o Oriente e tráfico negreiro, as doenças e ataques piratas levaram os marinheiros a pedir proteção ao Senhor Bom Jesus dos Navegantes. A tradicional festa foi iniciada em 1750, ano em que foi erguida a igreja dedicada a Bom Jesus dos Navegantes no bairro da Boa Viagem.
A igreja começou como um pequeno barracão construído pelos frades seráficos as pedras para a construção vinham de igrejas do centro. Uma senhora portuguesa, de nome Lourença Maria, era proprietária do local e resolveu doar o terreno para os frades, sob a condição de ser ali construído um abrigo para doentes, uma casa de recolhimento e uma capelinha. Em troca pedia que após sua morte, os frades orassem pela alma dela durante certo número de anos, e que a casa fosse dedicada a Nossa Senhora da boa Viagem. Tudo foi construído conforme recomendação da doadora.

http://www.culturatododia.salvador.ba.gov.br/vivendo-polo.php?cod_area=3&cod_polo=26 
Site da Fundação gregório de Matos
A Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, construída no estilo barroco português, está localizada no Largo da Boa Viagem e foi construída por volta de 1712, conforme dados do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A origem da igreja tem informações imprecisas. Segundo o historiador Cid Teixeira, as terras ao redor teriam sido doadas pelo primeiro governador a Garcia D’ Avila, almoxarife das obras da cidade, e permutadas com os monges de São Bento. A igreja teria surgido na metade do século XVIII, construída pelos frades franciscanos “para tomar o lugar de capela doada por um certo Lourenço Maria”. Mas conforme relata a arquidiocese de Salvador, “Em 19 de novembro de 1710, Dª Lourença Maria, proprietária das terras de Itapagipe de baixo e que tinha como filha Ana Pereira de Negreiros, doou, através escritura, aos Franciscanos da Bahia, uma grande área de terra. Como recompensa pela doação, Dª Lourença Maria exigiu da Ordem Franciscana a celebração de cinco missas anuais, sendo três para si e duas para sua filha Ana Pereira de Negreiros”. 
Sua fachada voltada para o mar, apresenta uma única torre e é revestida de azulejos pérola nacarados, de origem portuguesa. Destacam-se os pilares em pedra e, em seu frontispício, um painel em azulejos azuis trabalhados com as Armas do Reino  
 
Mainha foi espiar o galpão e voialá .. achamos o barco que leva a imagem do Bom Jesus. Reparem que o local onde está o barco tem uma espécie de trilho, pelo o qual o barco desliza até o mar.

Um pouco de história (http://loucosporhistoriadabahia.blogspot.com.br/2011/12/festa-do-bom-jesus-dos-navegantes.html)
Construíu-se ali um pequeno santuário onde pescadores e marinheiros cultuavam o Bom Jesus dos Navegantes, quando a procissão marítima começou a ser realizada de forma bastante simples em um pequeno barco que fazia o trajeto entre a Igreja da Conceição da Praia e a da Boa Viagem


Essa foto foi feita na tentativa de dar um noção da extensão do barco. 
O cara dentro do barco é o Mestre.

Um pouco de história (http://loucosporhistoriadabahia.blogspot.com.br/2011/12/festa-do-bom-jesus-dos-navegantes.html)
Inicialmente era utilizada uma galeota imperial cedida pelo Estado na processia. Depois de um tempo os pescadores resolveram construir um barco maior para a procissão, e, com ajuda de  fiéis de Salvador especialmente de Itapagipe, fizeram doações em dinheiro e no próprio trabalho voluntário de carpinteiros e pintores e construíram a galeota Gratidão do Povo em referência ao trabalho e doações por eles realizados.

http://www.culturatododia.salvador.ba.gov.br/vivendo-polo.php?cod_area=3&cod_polo=26 
Site da Fundação gregório de Matos
O rompimento do Estado com a celebração se deu em 1890, tendo como maior incidente a negação da Marinha em ceder o barco para conduzir a imagem do santo. Carpinteiros, saveristas e muitos devotos se juntaram então para a confecção de uma nova galeota, que foi nomeada “Galeota do Senhor dos Navegantes”.
 
 
 Detalhe do barco.

Um pouco de história (http://loucosporhistoriadabahia.blogspot.com.br/2011/12/festa-do-bom-jesus-dos-navegantes.html)
A galeota foi levada ao mar no dia 27 de dezembro de 1891. A embarcação começa efetivamente a levar as imagens no ano seguinte em 1892 após a negação do governo em ceder a embarcação oficial para a festa. Apenas no ano de 1964 é que a marinha volta a participar do cortejo fazendo a escolta da galeota. Mais tarde o governo resolveu tombar a Igreja da Boa Viajem e a galeota. 

http://www.culturatododia.salvador.ba.gov.br/vivendo-polo.php?cod_area=3&cod_polo=26 
Site da Fundação gregório de Matos
No dia 27 de dezembro de 1891 a galeota foi benzida pelo Cônego Ludgero dos Humildes Pacheco e levada em carreata do estaleiro no Bogari (onde foi construída) para a Ribeira e lançada ao mar. A festa de 1° de janeiro de 1892, estréia da nova galeota, foi muito celebrada. Os devotos estavam em grande alegria, orgulhosos por serem responsáveis pela continuidade da procissão. Com o tempo, a relação com a Marinha voltou a ser amigável e a Procissão de Nosso Senhor dos Navegantes voltou a contar com a participação do Estado.



Praia da Boa Viagem.
Como todos sabem, minha habilidade espacial não é lá muito boa. 
Vou me situar...
 
Um pouco de história - http://www.culturatododia.salvador.ba.gov.br/vivendo-polo.php?cod_area=3&cod_polo=26 (site da Fundação gregório de Matos)
O bairro da Boa Viagem surge no período colonial e tem a sua origem com a fundação da Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem entre 1712 e 1714. A área da Boa Viagem foi utilizada como lugar de desembarque de mercadorias no passado e, hoje, vem sendo procurada por oferecer a mais privilegiada vista das Cidades Alta e Baixa

 Vista olhando de frente-para a direita.

 A mesma foto anterior, mas mais nítida.

 Da Boa Viagem fomos para a Ribeira. Procuramos o lugar da pontinha, como minha tia se lembrava. Nessa foto eu quis pegar as pessoas em sua rotina diária.

Ribeira. Ah, teve um cara que abordou mainha hablando em espanhol. Ela disse que era Brasileira, mas o cara não se convenceu e continuou a hablar... (mainha se retou - rs)

 MAM (Museu de Arte Moderna) & a árvore de flamboyant
O MAM tem um evento que é fantástico que é a Jam no MAM - fica para um próximo registro.

 Mais um pouquinho de MAM & a árvore de flamboyant

 MAM - essa visão é um dos cartões postais oficiais de Salvador

Ao pé de uma ladeira íngreme de pedras irregulares, circundado por mangueiras imponentes, banhado pelas ondas do mar e premiado pelo mais belo por do sol da cidade de Salvador (belíssima descrição).  É neste belíssimo cartão postal chamado Solar do Unhão que se encontra o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), considerado o principal espaço para a arte contemporânea do estado e um dos mais importantes do país, por onde passa um público aproximado de 200 mil pessoas por ano (http://www.mam.ba.gov.br/apresentacao.asp)


 
MAM - estou de costas para aquela peça da foto anterior. 
Uma foto do verde que tanto encantou minha tia
 
MAM - ainda no mesmo local e posição da foto anterior, olhando para a direita. 
Os contrastes de Salvador

 MAM - Museu de Arte Moderna
Tem também o Parque das Esculturas no MAM, mas estávamos cansadas e não fomos lá. Fica para um próximo passeio.

 Andando de carro pela cidade baixa. 
Acabamos de passar o mercado modelo, o elevador lacerda e paramos ao lado do prédio da marinha.

 Mainha chama a nossa atenção para os arcos que vemos na foto. 
Os arcos lá atrás são da Ladeira da Conceição.

Não fiquei satisfeita com minhas fotos e fui procurar uma foto que mostrasse não apenas os constrastes da cidade, mas também o colorido dos arcos - achei!!!
(Foto do google - Ladeira da Conceição)

Uma pausa na fotos originais/oficiais do passeio... Eis o prédio da marinha - vista deslumbrante, não é?! Devemos ter parado o carro alí no cantinho esquerdo da foto, onde a copa da árvore esconde a visão da rua... (Foto do google)

 "(...) Beber uma água de côco É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã 
Ao sol que arde em Itapuã 
Ouvindo o mar de Itapuã ..." 
Tarde em Itapuã (Toquinho)

 Colônia de pescadores de Itapuã - o dia-a-dia de uma cidade

A origem do nome Itapuã vem da língua tupi e tem como significado "pedra que ronca", moradores antigos relatam que existia uma pedra que, antes de se partir, roncava na maré vazante. Localizada em uma espécie de enseada formada por águas límpidas, o bairro de Itapuã tem o mar tranquilo e uma orla repleta de coqueiros. Sabe-se que, antigamente, existia uma pequena vila de pescadores que exploravam a pesca da baleia, para produzir óleo refinado, o qual era utilizado na iluminação pública.
http://www.vertentes.ufba.br/bairro-itapua

Há controvérsia!!!!
Itapuã significa “pedra de ponta” ou “ponta de pedra” e não “pedra que ronca”, como muitos acreditam. (...) Seu batismo, de origem tupi, é formado pela aglutinação dos vocábulos indígenas ita e apuã [ts]. Historicamente, há notícias dele desde o século XVI, quando Gabriel Soares de Sousa registrou em Tratado Descritivo do Brasil, em 1587: “Esta ponta é a que na carta de mareas se chama Lençóis de Areia, por onde se conhece a entrada da Bahia”.
Outros relatos falam que Itapuã era parte de uma enorme fazenda, cuja posse até hoje provoca discussões. O que se sabe com certeza é que as terras de Itapuã já foram chamadas por vários nomes, e eram arrendadas pela Irmandade de Nossa Senhora da Conceição até a década de 1950. Como é comum acontecer em Itapuã, a origem do bairro está relacionada às diferentes narrativas que se contradizem e se completam, e que algumas vezes fazem parte dos muitos mistérios associados ao lugar.
http://www.portaldeitapua.com/novo/sobre-itapua.html
  
Itapuã - para mim que moro aqui, não há nada mais típico do que os homens jogando dominó! 
Seja no bairro que for, na praia, no bar, casa de amigos, homens de todas as classes e idades. 
Reparem só que há uma tábua propria para jogar dominá nas mesas azuis/brancas.

A também famosa sereia de Itapuã
Lembro que desde pequena me falaram dessa sereia e toda vez (literalmente) que passo por esse lugar eu procuro a sereia e sempre fico contente ao achá-la.

Na década de 50, Itapuã era apenas uma colônia de pescadores em uma região afastada do centro de Salvador (cerca de vinte e cinco quilômetros). (...) A parte mais antiga do bairro é onde se encontra a estátua da Sereia de Itapuã, monumento construído pelo artista plástico Mario Cravo em homenagem aos pescadores e aos elementos que identificam o mar, localizado no cruzamento entre as Avenidas Otavio Mangabeira, Dorival Caymmi e a Rua Aristides Milton.
http://www.vertentes.ufba.br/bairro-itapua

Olha só que encanto! Alguém deixou flores para Iemanjá/sereia! Flores de plástico, que duram mais tempo e que podem ficar na pedra. As flores são muito pequeninas perto da estátua!

 Olha só o que eu achei! Uma foto antiga da mesma sereia de Itapuã! Mas ela ficava num pedestal bem alto e não na pedra.(Foto do google)

 Natureza de Itapuã.
Natureza em Itapuã.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã. Foi aqui que eu e meu irmão fomos batizados! 
Os padrinhos foram a minha tia (com a qual fiz esse passeio) e meu tio que mora em Leme (SP).

 A minha memória desse época está mais perto para essa foto - as cores azule branco e, quem sabe, a igreja antes de ser "repaginada".(Foto do google)

 Praia de Itapuã

Andamos pela calçada da orla para apreciar a vista

 Olha só o que eu achei alí... 
... alí na pedra! 
(Consegue ver?)

 Vou tentar com o zoom...
... e agora, consegue ver? Sacou o que é?

Agora com uma foto profissional! 
Também não fiquei satisfeita com a minha foto e fui procurar uma foto melhor.
(Foto fo google)

 É mais uma sereia, sentada na pedra, escovando os cabelos. Sempre a postos para encantar os marinheiros! Como dizemos por aqui - ela está alí na dela, na boa...
(Foto do google)

Itapuã. Olha só que esculturas legais!!!! Feitas de pedra e de cascos de árvores.

 Itapuã. Essa provavlemente é uma escultura feita pela natureza.

"No Abaeté tem uma lagoa escura
Arrodeada de areia branca
Ô de areia branca
Ô de areia branca
De manhã cedo
Se uma lavadeira
Vai lavar roupa no Abaeté
Vai se benzendo
Porque diz que ouve
Ouve a zoada
Do batucajé
O pescador
Deixa que seu filhinho
Tome jangada
Faça o que quisé
Mas dá pancada se o seu filhinho brinca
Perto da Lagoa do Abaeté
Do Abaeté(...)"
A Lenda do Abaeté – Dorival Caymmi

" (...) A noite tá que é um dia
Diz alguém olhando a lua
Pela praia as criancinhas
Brincam à luz do luar
O luar prateia tudo
Coqueiral, areia e mar
A gente imagina quanta a lagoa linda é
A lua se enamorando
Nas águas do Abaeté
Credo, Cruz
Te desconjuro
Quem falou de Abaeté
No Abaeté tem uma lagoa escura"
A Lenda do Abaeté – Dorival Caymmi

A Lagoa do Abaeté resulta do represamento de antigos rios que corriam na região e do acúmulo de água de chuva. Uma curiosidade é que a água tem temperatura diferente em vários trechos, resultante de correntes que não se misturam. A profundidade chega aos cinco metros, e a coloração escura é determinada pelos minerais e microorganismos presentes em toda a extensão da lagoa. As dunas são formadas pelo acúmulo de areia vinda da Praia de Itapoã e adjacências foram emolduradas, com o passar do tempo, por cobertura vegetal. Essa vegetação desempenha um importante papel na preservação da flora local, e entre as espécies mais encontradas estão orquídeas (algumas de espécies raras) e árvores frutíferas, como goiabeiras e cajueiros. A área de Proteção Ambiental desde 1987, é um dos maiores centros de lazer ecológico do Nordeste. 
http://ibahia.globo.com/sosevenabahia/itapua.asp

Lagoa do Abaeté e seus visitantes ilustres.

O Abaeté é, inclusive, porto de diversas manifestações de cultos afro-baianos, que utilizam o local para deixar oferendas a Oxum, o orixá da água doce. E palco de lendas também: uma delas conta que, às margens da lagoa, é possível ouvir sons de atabaques de candomblé sem que se identifique sua origem. Um resgate dessas lendas foi feito através do livro "Lendas e magias da Lagoa do Abaeté", que está sendo utilizado como material didático na rede pública de ensino.
http://ibahia.globo.com/sosevenabahia/itapua.asp

Alí atrás estão as dunas que eu e meu irmão costumávamos brincar quando crianças. Também há a lendas de monstros dentro da lagoa que puxariam a pessoas que lá mergulhasse para dentro da lagoa. Eu mesma nunca tive coragem de mergular - apenas entrei na beirada.
A lagoa continua bela como antes, mas dá pena de ver que as dunas estão diminuindo de tamanho e que já não há mais crianças escorregando nas dunas como antes. Não sei se foi o vento ou depradação do homem - sei que a duna não é mais gigante quanto antes.

Visitada por muitos turistas, todos temiam o banho em suas águas que, segundo se dizia, "engoliam", em misteriosos rodamoinhos, cujos pontos eram do conhecimento de poucos. Eventuais mortes por afogamento apenas aumentavam essa aura de mistério. O fato é que, por sua água doce, sustentada por nascentes que surgem no meio das dunas - e não pelo represamento da chuva, como um dia se acreditou - o Abaeté era usado por lavadeiras que, em suas margens, ajudaram a manter vivas muitas das tradições ancestrais que enriquecem a cultura de Salvador.

No final da década de 1970, com a melhoria do acesso ao norte e a construçãodo aeroporto, diversos loteamentos foram sendo instalados em suas imediações e o próprio bairro de Itapuã cresceu. Isso, somado a centenas de ocupações irregulares, provocou uma verdadeira devastação nas dunas, com a retirada de suas areias para a construção civil de forma clandestina e descontrolada.

Para conter a ação predatória do local e preservar as belezas naturais da lagoa, foi criada a area de preservação ambiental em 1993.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lagoa_do_Abaet%C3%A9

Minha tia ficou fascinada com o fato de haver cavalos soltos por toda a area da Lagoa do Abaeté. Ela ADORA bichos. 
E ela parecia uma criança pequena que tinha acabado de descobrir um tesouro!!!
Encerro  o passeio com essa foto para ter em mente que há encatamento em todo lugar e que a vida é um tesouro!!!

Na Lagoa do Abaeté tem a Casa da Música e a Casa das Lavadeiras, mas isso também fica para outro passeio!